Curso de Salsa
 
Curso de Salsa com Paulo Aguiar

Curso de Salsa na vila olimpia

No Estúdio de Dança Paulo Aguiar, você tem aulas de salsa.
A escola fica na rua Clodomiro Amazonas, 743 sala 3 itaim bibi São Paulo.


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Video aula de Salsa com Paulo Aguiar

Dvd de SalsaPaulo Aguiar

 

 

 

Aula de Salsa em dvd

Aprenda a dançar Salsa com o Paulo Aguiar vol .1

O curso de Salsa , é  ensinado pelo professor  Paulo Aguiar , passo a passo , desde o passo básico  até o nível  intermediário , contendo uma seleção de 12 passos de salsa com uma duração de 120 minutos.

Passos de salsa :

1-BÁSICO FRONTAL
2-BÁSICO LATERAL
3-GIRO SIMPLES PARA DIREITA
4-GIRO SIMPLES PARA ESQUERDA
5-OPEN
6-PASSAGEM DA DAMA (CROSS)
7-CROSS COM OPEN
8- CROSS COM O GIRO DA DAMA
9-CROSS COM O GIRO DA DAMA COM A MÃO DIREITA
10-CROSS COM O GIRO DA DAMA E TRAVA
11-CROSS COM O GIRO DA DAMA E TRAVA COM AS DUAS MÃOS TROCADAS
12-TITANIC

Fone. (11) 3034-1704 E-mail: loja@pauloaguiar.com
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R$ 35,00

 

Vídeo de salsa


Origem da Salsa

A História da Salsa

Segundo o dicionário da Real Academia Espanhola, a salsa é uma composição ou mistura de diversas substâncias comestíveis diluídas, que se faz para adicionar ou condimentar as comidas.
Mas na realidade, aqui não iremos falar deste tipo de salsa, mas sim de uma cujos ingredientes são "condimentos musicais". Desde sua base, o son Cubano, até as contribuições de seu tempero: o Merengue dominicano, a Cumbia colombiana, o Jazz norte-americano, o Samba brasileiro e outros ritmos musicais do Caribe.
Não podemos falar da salsa sem mencionar o gênero que constitui sua raiz: o son cubano. Este ritmo nasceu nos campos do oriente cubano na segunda metade do século XVIII, tendo como antecedentes a influência hispânica, francesa e logicamente africana. Devido a essa união perfeita, ao chegar nas cidades no início do século XIX se converteu rapidamente no favorito de todos.
Em 1909 fez sua entrada em Havana, nas mãos dos soldados do exército permanente do governo da época. Mas não é até 1920 que aparece o Sexteto Habanero, um grupo que marcou o estilo que se distingue do son cubano.
Nesta década surgiram outros grupos musicais como o Septeto Nacional de Ignácio Piñeiro, criado em 1927, grupo que se mantém até os dias de hoje. Músicas como Échale Salsita, El Guanajo Relleno e Suavecito, ainda são interpretadas e conhecidas internacionalmente. Também devemos citar o antológico Trio Matamoros, fundado em 1925, que nos deixou El son de La Loma, El que Siembra su Maiz, La Mujer de Antonio e Lágrimas Negras entre outras.
O formato que predominou nos grupos dessa época era: Contrabaixo, Três (guitarra que tem 3 pares de cordas), Guitarra, Cravo, Maracas, Voz e uma Trompete (opcional).
Nos anos 40 aparece um senhor chamado Arsenio Rodríguez que modificou os formatos do septeto e inclui na sua orquestra (além dos instrumentos já mencionados) o piano, a tumbadora e 3 ou 4 trompetes, parecendo-se o formato do conjunto musical muito similar aos grupos atuais. Em 1950, Arsenio vai viver em Nova York e forma outro grupo, sendo um dos precursores do movimento salsa nos Estados Unidos. Entre as músicas mais famosas de Arsenio estão Fuego en el 23, El Guayo de Catalina e Bruca Maniguá.
O son continuou seu auge e divulgação nas mãos de Matamoros, Arsenio, Sonora Matancera, Roberto Faz, septetos (Habanero, Nacional), as Charangas, que são bandas de música populares e de festividades (Arcaño, Jorrín, La Aragón) e as bandas de Jazz (Casino de la Playa). O son passou a outros países como Venezuela, Colômbia, Porto Rico, República Dominicana, México e Estados Unidos.
Os anos 50 se destacam pela aparição do máximo intérprete do gênero de todos os tempos: o grande Benny Moré com sua Banda Gigante. Benny continua sendo hoje uma referência para todos os soneros (salseros).
Com o triunfo da revolução cubana de 1959 e o início do bloqueio econômico norte-americano, a história desta música continua por caminhos diferentes: o que sucedeu fora de Cuba (principalmente em Nova York) e sua evolução dentro da ilha.

Fora de Cuba

Surge uma carência de produtos musicais deste tipo. Os empresários norte-americanos do mundo discográfico se vêem obrigados a recorrer a músicos e compositores cubanos residentes fora da ilha e a outros músicos latinos cultivadores do ritmo.
Começam a aparecer Tito Puente, Xavier Cougat, Los Palmieri, Johnny Pacheco, Tito Rodríguez, Célia Cruz, Ismael Rivera, Sonora Matancera, entre outros.
Em uma turnê musical das estrelas do Selo Fania, o nome ?salsa? começa a ser difundido para designar o ritmo até então chamado de ?són?, marca essa deixada por Arsênio Rodrigues e difícil de mudar, apesar dos aportes desses grandes músicos. Aqui aparece o nome salsa, mas somente em 1974 Willy Colón e Rubén Blades gravam o disco que marcou a verdadeira identidade da salsa como gênero. Apesar do tratamento harmônico renovador que deram para a salsa (além do uso do formato de 3 ou 4 trombones ao invés de trompetes), cabe destacar que a base rítmica continuou sendo parecida com a do son.
A partir daqui é outra história. Pacheco (diretor de La Fania) explicou que eles pegaram a música cubana e colocaram acordes mais progressivos, dando ênfase ao ritmo e destacando certos detalhes, mas sem alterar sua essência. Como as palavras "salsa", "sabor" e "azúcar" sempre estavam ligadas a esta música, decidiram chamá-la dessa maneira. Este nome serviu para apresentar na Europa uma música que era conhecida como Tropical.
Como confessou Pacheco, a intenção nunca foi roubar a música dos cubanos, a escondendo debaixo de outro nome, porque ele sempre reconheceu que a raiz da "salsa" é cubana e que sua escola está em Cuba.
A salsa continuou seu desenvolvimento vertiginoso. Na década de 80 aparece a salsa erótica ou balada salsa, que se destaca pelas letras românticas e sensuais. Nos anos 90 aparece a chamada salsa-rap.
Podemos mencionar alguns salseros mais reconhecidos, além dos clássicos já citados: Oscar de León, Giberto Santarosa, Lalo Rodríguez, Eddy Santiago, Luis Enrique, Marc Antony, La India, Tito Nieves e DLG entre outros.
Cabe destacar que, quando nos referimos à salsa, estamos falando da música que é resultado direto do son. O merengue e a Cumbia são também vendidos como salsa, produto da lógica comercial norte-americana que batiza um único nome fácil de ser lembrado a distintos ritmos de outros países. Isto foi aplicado nos anos 50 ao bolero, mambo, cha-cha-chá, son e à conga, com o nome de rumba.

Dentro de Cuba

Aparecem os ritmos Mozambique pelo Peyo el Afrokán e el Pilón por Enrique Bonne. No início dos anos 60 foram as primeiras novidades de formas sonoras pós-revolução que se caracterizaram pela ênfase na base rítmica. Logo aparece o maestro Juan Formell, com uma nova forma sonora chamada Songo, que com sua orquestra Los Van Van revoluciona o formato, agregando bateria, guitarra e baixo elétrico.
O fato de que dentro de Cuba não havia a necessidade de competir comercialmente para vender música, além do mérito da escola cubana de músicos, permitiu que se pudesse experimentar com novas formas e estilos de tocar o son (ou a salsa).
Esta forma é produto da forte presença do ritmo africano junto com orquestras cheias de tons, onde se utilizam os metais com um certo ar "jazzeado", destacando a virtuosidade dos instrumentistas dos grupos (a diferença da música que se faz fora, onde existem certos esquemas regidos pelo comércio, nos quais se trabalha totalmente em função da voz solista com um colchão musical homogêneo).
Vale mencionar que em Cuba, até aproximadamente 10 anos atrás, a música era vendida com seu verdadeiro nome: son. Mas a necessidade de exportar a música cubana para fazê-la conhecida internacionalmente trouxe como conseqüência o uso do nome ?salsa? em Cuba para esta música. Recentemente Juan Formell, juntamente com outros músicos cubanos, a batizaram como Timba Cubana.
Como representantes desta forma estão logicamente Los Van Van, NG la Banda, La Charanga Habanera, Paulo FG, El Médico de la salsa, Isaac Delgado, Adalberto Alvarez, Manolito Simonet, Angel Bonne, entre outros.
Atualmente estamos observando uma espécie de reencontro da salsa com sua progenitora: Cuba. A partir do maior intercâmbio cultural entre Cuba e Estados Unidos se pode notar uma grande influência da Timba Cubana na salsa nova-iorquina. Podemos conferir na música de Victor Manuelle, Tito Nieves e de outros salseros (assim como em numerosas orquestras cubanas se notam influências de salseros estrangeiros).
Recentemente o prêmio Grammy foi oferecido ao disco Afrocuban All Star, realizado por vários músicos soneros tradicionais cubanos, representando um reconhecimento à legítima origem do son ou da salsa ou da timba.
Podemos dizer que a salsa, a partir de Cuba (o país que serviu de raiz) e o Caribe como zona geradora de seus condimentos, nos brinda com a universalidade; já que o Caribe é uma da regiões onde se encontram, através da história, os europeus, asiáticos, norte-americanos e logicamente Africanos, que dão a essa música sensualidade, beleza estética e muito sabor.
Por isso a salsa chega aos quatro cantos do mundo para ficar.
Só resta agora a nós, brasileiros, acrescentar um pouco dos nossos ingredientes.

A Dança

Pouco ou quase nada se tem escrito sobre as origens e a evolução da dança hoje conhecida como salsa, uma vez que a maioria dos pesquisadores são musicistas ou etnólogos. Isso traz como conseqüência o fato de as descrições feitas dos diferentes estilos de dança serem algo imprecisas.
Assim como a música, a dança salsa tem fortes origens no son cubano. Dizem que se dançava no final do século passado nos campos do oriente de Cuba, em pares soltos, com movimentos um tanto exagerados. Este estilo era denominado son Montuno, pois provinha dos campos.
A chegada dos franceses ao oriente de Cuba, no final do século XVIII, significou um avanço importante ao son: a dança com os pares entrelaçados. O homem tomava a mulher com a mão direita no centro das costas e com sua mão esquerda, a direita dela. A mão esquerda da mulher ia sobre o ombro do parceiro.
Existia uma grande separação na zona pélvica e a aproximação se dava no torso, ambos dançando com as pernas semiflexionadas. Esta distância entre os pares se devia ao fato de que as jovens iam acompanhadas por suas famílias e era mal visto por todos o fato de os pares dançarem muito próximos. Ao dançar sempre se flexionavam os joelhos e com eles movia-se todo o corpo, sem deslizar (porque o chão era de terra). Por isso os pés se levantavam de forma exagerada.
Conforme foi chegando às cidades do oriente, a maneira de se dançar o son foi mudando. Os movimentos se tornavam mais suaves e a postura foi se assemelhando à do Danzon (embora menos rígida). O homem toma a mesma postura do son montuno, porém trocando a postura extremamente inclinada por uma mais moderada; além do mais, nas cidades podia-se arrastar os pés.
Aqui o homem coloca a perna direita entre as da mulher, e o passo básico consiste em avançar e retroceder. Existe uma característica fundamental: o movimento da caixa torácica se inclinava para as laterais. No momento de pisar o pé direito o tórax se inclinava para a direita e ao pisar o esquerdo, se inclinava para a esquerda.
Em Havana, o son (dança) começa a adquirir outras características e influências e uma vez que a música ganha complexidade, a dança também evolui paralelamente. Aparecem as primeiras figuras com giros. Estas eram simples como o "El Tornillo", em que o homem gira sobre seus pés guiado pela mulher. Quanto aos tempos musicais, em Havana (e no ocidente em geral) se dançava com a melodia, porém havia também quem dançava com o ritmo.
Nos anos 50 em Havana, nos grandes lugares de reuniões sociais e festas, tais como o Casino Deportivo e o Casino de La Playa, se dançava o son e outros ritmos cubanos. Mas também ritmos norte-americanos como o Foxtrot, o Rock and Roll, o Jazz, etc. A influência que esses ritmos exerceram na forma de se dançar o son trouxe como conseqüência um novo estilo: o Casino, assim chamado por causa dos lugares onde nasceu.

O cassino

Quando neófitos são convidados para dançar Casino seguramente se pergunta: Dançar com uma roleta? Ou na roda da fortuna ? Os iniciados, por outro lado, pensam logo na Rueda de Casino, de que falaremos em uma seção à parte. Mas o Casino é um antecedente imediato da dança que hoje chamamos de salsa, filho da união do son com o Rock and Roll.
Acontece que nos anos 40 e 50, ritmos como o mambo, o cha-cha-chá e o son eram preferência dos dançarinos cubanos. Como vimos na primeira parte, o son que se dançava nos casinos já trazia uma deformação: o tempo forte da dança não correspondia à base rítmica (como era habitual nos dançarinos da região oriental de Cuba). Segundo alguns dançarinos daquela época, isso ocorreu porque era difícil aos brancos que freqüentavam esses lugares (onde mestiços e negros não podiam entrar) manter o ritmo, o que acabou fazendo com que o tempo forte fosse acomodado para ser dançado com a melodia.
Nessa época chegaram à Cuba grande quantidade de fuzileiros navais, turistas e executivos norte-americanos. A influência de seus gêneros musicais e estilos de dança se fez sentir em Havana (principalmente nos lugares de diversão da alta sociedade), resultando numa grande divulgação do jazz, foxtrot, rock and roll, entre outros. Isto trouxe a incorporação ao son das chamadas "voltas", tomadas do Rock and Roll, pois até então o son se dançava "en un ladrilito". E a esta maneira de dançar o son foi mais tarde batizada como Casino, em referência aos lugares onde surgiu.
O Casino se caracteriza por ser uma dança notadamente em pares. Deve existir uma harmonia total entre os braços, corpos e pernas para dar as "voltas", pela maneira peculiar com que se marca o passo. Outro aspecto fundamental é que o homem conduz a dança e a mulher se deixa levar.
Este estilo de dança tem duas etapas: uma quando se dança com o par "entrelaçado" assim como o son, e que geralmente deve corresponder com o corpo do número musical (seção do tema onde se relata a história que se vai contar). Nesta parte, o par executa evoluções similares às do son, aproveitando a proximidade entre o par para dar um toque de sensualidade e elegância à dança.
Assim que começam os coros reiterativos característicos desta música, o par "se abre", ou seja, começa a se preparar para começar a dar as "voltas". Uma das diferenças fundamentais do Casino em relação a outros estilos de dançar esta música é a maneira de "abrir", denominado "Dile que No", conforme veremos a seguir.
Uma vez "abertos" marca-se o passo de forma que nos recorda a maneira de marcar o Rock and Roll: com a mão esquerda o homem toma a mão direita da mulher. A cada 8 tempos de música (dois compassos) a mão direita do homem também toma a esquerda da mulher. É como se se abrisse e fechasse um livro.
No Casino convencionou-se que a mulher sempre começa a girar no sentido horário. Este primeiro giro leva dois compassos de música (8 tempos), assim como a cada finalização de um giro, volta-se a marcar ("abrir"). Se esta regra não for seguida, não é Casino. Os giros intermediários normalmente tomam um só compasso de música, ou seja, 4 tempos.
No Casino, assim como no son, existe uma estrutura consolidada que o diferencia dos outros estilos de dançar a salsa: não requer que os pares se conheçam previamente. É possível ser bailado com qualquer pessoa que saiba dançá-lo.
Esta dança é enriquecida com as improvisações que os dançarinos são capazes de fazer, tais como estética, contratempo, voltas não convencionais e introdução de elementos de outros ritmos (como o son, a cumbia, o danzón e o cha-cha-chá, etc). Também pode-se agregar elementos próprios do dançarino sem trair o estilo do Casino. Há os que o fazem com mais elegância, outros mais rápidos, outros mais artísticos, outros mais sensuais e os que dançam com 2, 3 até 4 mulheres.
Atualmente, o Casino é um dos estilos mais seguidos pelos salseros de todo o mundo. Isto se deve ao auge do turismo em Cuba, às aulas de ritmos folclóricos, assistidos por representantes de vários países da Europa, Ásia e América Latina (que buscam as raízes dessa música), e ao aumento da comunidade cubana no exterior, que leva consigo sua cultura.
Graças à estrutura definida do Casino, apareceram as chamadas Ruedas de Casino, espécie de coreografia em forma de círculo realizada por vários pares de dançarinos, guiadas por um líder que "canta" os movimentos...

Fonte: Alberto Bonne - AmeriSalsa

Origem do Merengue

O Merengue é uma dança folclórica dominicana que se difundiu mundialmente e que muitos consideram como a dança nacional da República dominicana.

Origem:As origens do Merengue são muito discutidas. Entre as opiniões diferentes sobre o tema encontramos:

1) Foi Alfonseca quem inventou o Merengue (Segundo Flérida de Nolasco).
2) Sua origem e aparição se perde nas brumas o passado (Julio Alberto Hernández).
3) Nasceu com caráter de melodia criola após a batalha de Talanquera onde triunfaram os dominicanos (Rafael Vidal).
4) Parece que o Merengue provem de uma música cubana chamada UPA, que passou por Porto Rico, de onde chegou a Santo Domingo em meados do século passado (Fradique Lizardo). Na realidade pouco se sabe de concreto sobre a origem do merengue. Em meados do século passado, de 1838 a 1849, uma dança chamada URPA ou UPA Habanera, passou pelo Caribe chegando a Porto Rico onde foi bem recebida. Esta dança tinha um movimento chamado merengue que ao que parece, é a forma que se escolheu para designar a dança e que chegou à República Dominicana, onde nem sequer foi mencionado nos primeiros anos.. Posteriormente foi bem recebido e até o coronel Alfonseca escreveu peças da nova música com títulos muito populares como "¡Ay, Coco!", "El sancocho", "El que no tiene dos pesos no baila", e "Huye Marcos Rojas que te coje la pelota".

O Merengue surgiu por volta de 1844 e já em 1850 tornou-se moda, desbancando a Tumba, até então o ritmo mais popular dominicano. Inicialmente teve muitos desafetos. No começo da década de 1850 começou a surgir nos jornais da capital dominicana, uma campanha em defesa da Tumba e contra o merengue que reagia ao auge que ia adquirindo o primeiro em detrimento da última.

A estrutura musical do merengue, na forma que se pode considerar mais representativa, constava de passeio, corpo ou merengue, e "jaleo". Toda a música se escreve em ritmo 2 x 4 e existiam discrepâncias quanto ao número de compassos que constituíam cada parte, pois se abusava às vezes ao alargá-las "ad infinitum".

As formas literárias que acompanham o merengue são as mais comuns dentro da música popular , com copla, seguidilla e décima, e algumas rimas.

Desde o começo o merengue era tocado com os instrumentos mais comuns e mais fáceis de se adquirir pelo povo, as bandurrias dominicanas, o "Tres", o "Cuatro" (instrumentos similares a um pequeno violão, porém com três ou quatro cordas). No final do século passado também o acordeón, de origem alemã, que pelo seu fácil manejo tomou o lugar bandurria. Por suas escassas possibilidades melódicas este instrumento limitou a música que interpretava e assim o merengue se conservou de certa forma desvirtuado com relação ao original.

Com esta variante o merengue se adentrou na sociedade dominicana, integrando-se por completo a certos setores sociais, desbancando imediatamente outras danças que como a Tumba, por exemplo, requeriam de seus executantes (dançarinos) um grande esforço mental e físico. Este último tinha pelo menos onze figuras diferentes. É fácil de imaginar por quê o merengue com sua coreografia reduzida a mais simples expressão pôde desbancar a todos os seus rivais e atrair o fervor do povo.

Dança: A coreografia do Merengue se reduz ao seguinte: O homem e a mulher entrelaçados se movimentam lateralmente no que se chama "passo da empalizada", logo podem dar voltas para a direita ou para a esquerda. Isto costitui o verdadeiro "Merengue de salão", no qual os pares não se separam jamais. Existe também o que se conhece com o nome de "merengue de figura" no qual os pares faziam muitas evoluções e adornos ou "floreios" como se chamava, porém sempre sem soltar-se.

O Merengue genuíno e autêntico só sobrevive hoje nas zonas rurais da República Dominicana. A forma tradicional do Merengue tem mudado com o passar dos anos. O passeio desapareceu. A estrutura musical (corpo) tem aumentado: ao invés de 8 a 12 compassos , às vezes temos desde 32 até 48. E o " jaleo" tem sofrido a influência de ritmos exóticos que o tem descaracterizado.

Resistência inicial e posterior aceitação
Apesar do seu auge entre as massas populaers, as classes mais altas durante muito tempo não aceitaram o Merengue por causa da sua vinculação com a música africana. Outra das causas que pesaram sobre o repudio e ataques contra o Merengue foram os as letras que o acompanhavam, geralmente picantes. Por exemplo:

Tó loj' cuero* son de Santiago
y en Santiago ello' viven bien
y por culpa de'sa maidita
santiaguero soy yo también


* Na Rep. Dominicana se chama cuero a uma mulher de pouca dignidade, prostituta, imoral.

Outras danças dominicanas de origem negra não foram atacadas por seu caráter de danças rituais. Seu próprio carater ritual fazia com que sua prática se restringisse a uns poucos lugares ou dias do ano, com um alcance ou difusão entre a poblação muito limitado. O merengue pelo contrário, por seu caráter de dança de regojizo se introduziu con mais facilidade nos lugares de festas gerais e por isto a reação contra si, apesar de muito forte , foi vencida pelo sabor de seu ritmo.

Em 1875 Ulises Francisco Espaillat iniciou uma campanha contra o Merengue que foi totalmente inútil, pois a dança já havia adentrado a região de Cibao onde se fez forte a tal ponto que se asocia hoje esta região ao cerne (cuna) do Merengue.

A princípio os músicos chamados "cultos" fizeram uma grande campanha para a introdução dessa dança nos salões. Os músicos populares se uniram a essa campanha que encontrava sempre resistência por conta da linguagrm vulgar das letras que acompanhavam o ritmo. Juan F. García, Juan Espínola y Julio Alberto Hernández, foram pioneiros nessa campanha. Seu êxito não foi imediato já que apesar de estabelecerem a forma musical do Merengue, não conseguiram com que penetrasse na "sociedade" .

O panorama mudou a partir de 1930, pois Rafael L. Trujillo na sua campanha eleitoral utilizou vários conjuntos de "Perico Ripiao" e ajudou a difundir o novo estilo a zonas onde não se conhecia previamente, ajundando-o muito nessa difusão o uso do rádio, recém chegado ao país, antes do início da ditadura.

Apesar desta grande difusão e propaganda não se aceitou totalmente o Merengue no que se chamava "la buena sociedad dominicana" até que numa família da "aristocracia" de Santiago, na ocasião de uma celebração de uma festa, solicitaram a Luis alberti, que ia se apresentar com sua orquesta, que compusesse um Merengue com "letras decentes", e este aceitou. Compôs para tal ocasião o "Compadre Pedro Juan", o qual não só agradou como causou furor, chegando a converter-se no hino dos Merengues. A partir desse momento o novo ritmo começou a disseminar-se o por todo o país. Para isto o radio prestou uma ajuda generosa.

Ao disseminar-se o merengue por todo o âmbito nacional, produziu, como toda manifestação cultural, variantes. Estas refletiam o manejo dos elementos culturais de acordo com a conveniência de alguns.

Como foram músicos chamados consagrados os que fixaram a forma musical do novo merengue, os músicos populares trataram de imitar e seguir este modelo enquanto que o homem do campo continuou tocando o merengue da mesma forma. Isto deu origem a duas formas de merengue bem diferentes entre si. O merengue folclórico autêntico que ainda se encontra, nos campos, e o Merengue de salão. Este último é o que mais se difundiu e que a grande maioria crê que é o folclórico.

(Extraído de "merengue", Enciclopedia Dominicana, Primera Edición. Editado por Tambora y Guira)